Tarifas · São Paulo, SP

Metrô de SP libera cartão por aproximação em todas as catracas, mas sem integração

Desde 14/9, linhas 1, 2, 3 e 15 aceitam crédito e débito em todas as catracas. Pagamento não dá direito à integração com ônibus; Bilhete Único segue valendo.

O Metrô de São Paulo passou a aceitar, a partir da segunda-feira, 14 de setembro de 2026, pagamento por aproximação com cartões de crédito e débito em todas as catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. O anúncio foi feito pelo governo do estado em 11 de setembro. Até então, a opção existia apenas em bloqueios específicos das estações.

A mudança facilita a vida de quem faz viagens eventuais, mas traz um alerta importante para quem combina ônibus e metrô no dia a dia: a passagem paga diretamente com o cartão bancário na catraca não dá direito às integrações tarifárias entre ônibus, metrô e trem. Para ter o desconto da baldeação, continua sendo necessário usar o Bilhete Único ou o cartão TOP.

Como funciona o novo pagamento

Basta aproximar do leitor da catraca um cartão de crédito ou débito das bandeiras Elo, Mastercard ou Visa — físico ou virtual, em celulares e relógios inteligentes. A cobrança aparece na fatura do cartão ou no extrato da conta. Para referência, a tarifa unitária do Metrô em 2026 é de R$ 5,40.

Os meios de pagamento tradicionais seguem valendo: Bilhete Único, cartão TOP e bilhetes com QR Code continuam aceitos nas estações. Nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, operadas por concessionárias, o pagamento por aproximação permanece em fase de testes.

Segundo o governo estadual, a fase piloto registrou 13,24 milhões de acessos com esse meio de pagamento antes da ampliação.

O fim do bilhete magnético

A expansão acontece às vésperas da aposentadoria do bilhete Edmonson, o cartão magnético de papel em uso no Metrô há mais de cinco décadas. De acordo com a Agência SP, esses bilhetes valem até 31 de outubro de 2026. Ao longo de 52 anos, foram utilizados 13,8 bilhões de vezes.

Quem ainda guarda bilhetes magnéticos em casa deve usá-los até essa data.

Por que a integração faz diferença no bolso

A diferença de preço entre pagar separado e pagar integrado é concreta. Pelas tarifas vigentes desde 6 de janeiro de 2026, uma viagem de ônibus municipal custa R$ 5,30 e uma de metrô, R$ 5,40 — R$ 10,70 se pagas separadamente. Com o Bilhete Único comum, a integração entre ônibus e metrô ou trem sai por R$ 9,38 e permite até três embarques em ônibus diferentes em três horas e um embarque no metrô ou trem nas duas primeiras horas.

Ou seja, quem paga o metrô com cartão de crédito depois de descer do ônibus perde a economia de R$ 1,32 por deslocamento. Em uma rotina de ida e volta em 22 dias úteis, a diferença passa de R$ 58 por mês. Para estudantes, a perda é ainda maior, porque a meia-tarifa integrada, de R$ 5,35, só vale com o Bilhete Único de Estudante.

Para quem usa ônibus intermunicipais da Região Metropolitana, a lógica é a mesma: o desconto de R$ 1,50 na soma das tarifas entre ônibus metropolitano e trilhos está vinculado ao cartão TOP.

E nos ônibus da SPTrans?

Nos ônibus municipais, o pagamento por aproximação ainda é restrito. Segundo a SPTrans, a tecnologia funciona em um grupo de 13 linhas — entre elas a 675R-10 Grajaú – Metrô Jabaquara, a 2002-10 Terminal Bandeira – Terminal Parque Dom Pedro II e a 9500-10 Terminal Cachoeirinha – Praça do Correio — e nos terminais Mercado, Sacomã e Vila Prudente.

As regras são parecidas com as do Metrô: a cobrança é da tarifa cheia, não há integração com outros ônibus, metrô ou trem, e descontos como a meia-tarifa estudantil não se aplicam. A SPTrans afirma que não há taxa extra.

O que muda para o passageiro

  • Viagem avulsa só de metrô: o cartão de crédito ou débito por aproximação passou a funcionar em qualquer catraca das linhas 1, 2, 3 e 15 desde 14 de setembro. É a opção mais prática para turistas ou para quem usa o metrô de vez em quando.
  • Ônibus + metrô ou trem: continue usando o Bilhete Único (ou o TOP, no caso de linhas metropolitanas). Pagar uma das pernas com cartão bancário quebra a integração e faz você pagar as duas tarifas cheias. Entenda as regras no guia integração e baldeação: como planejar.
  • Estudantes, idosos e outros beneficiários: a gratuidade e a meia-tarifa dependem do cartão cadastrado. Veja gratuidade e meia passagem: quem tem direito.
  • Bilhetes magnéticos: use os bilhetes Edmonson até 31 de outubro de 2026.
  • Por que a tarifa custa o que custa: o guia como a tarifa de ônibus é calculada explica os componentes do preço e o papel dos subsídios.

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Fontes

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